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Crítica | Tenet

  • Foto do escritor: Fagner Ferreira
    Fagner Ferreira
  • 28 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

2020 | 2 h 30 min | Ação – Ficção científica – Suspense

Tenet (Warner Bros. Pictures/Divulgação)

(Warner Bros. Pictures/Divulgação)


Após longos meses, enfim, os cinemas voltam a reabrir no Brasil, seguindo todos os protocolos de segurança das autoridades médicas. Devido à covid-19 e aos muitos adiamentos, “Tenet” chega aos cinemas rodeado de mistérios e com a expectativa elevada, devido às falas do diretor Christopher Nolan. Mas afinal, “Tenet” cumpre todo o seu propósito?  

 

Logo de início já somos imersos em uma longa e intensa cena de ação, com todas as características de Nolan, aproveitando ao máximo a tela IMAX.  

 

O diretor sabe que apresentar uma história desconhecida é complicado, e o primeiro impacto é o chamariz para impressionar o público, e ele consegue esse feito com grande êxito.  

 

Porém, ao passar desse sequencial de tiros, correria e explosões, “Tenet” começa a perder a mão do projeto, passando longos tempo explicando todo o processo, mesmo que seja necessário, construindo a narrativa em um roteiro questionável, o próprio Nolan não da profundidade aos personagens da trama, principalmente para o personagem O Protagonista, de John David Washington.  

Tenet (Warner Bros. Pictures/Divulgação)

(Warner Bros. Pictures/Divulgação)


Os diálogos servem para o público entender os acontecimentos da narrativa presente sobre o mundo invertido, totalmente diferente de “Stranger Things“, entre suas camadas de realidade com outra realidade. O desenvolvimento pode ser confuso, já que Nolan não mantém o equilíbrio de suas cenas, ora extensas e sem necessidade, ora breves, com desfechos que deixam o público à mercê do caos com seus furos de roteiro.  

 

O grande destaque de “Tenet”, além da história, está em sua montagem técnica, com excelentes tomadas de planos reais, uma escolha que dá maior veracidade para a trama sem recorrer aos efeitos visuais de computador, reconhecendo o grande potencial da fotografia do filme. A trilha sonora, às vezes, pode dificultar o entendimento em algumas circunstâncias.  

 

O maior pecado de “Tenet” pode ter sido a grande expectativa envolta da trama. Teorias sobre viagens do tempo criadas podem causar frustrações para o público, mas nada que os verdadeiros fãs do diretor possam reclamar, afinal de contas, as suas maiores qualidades de outras grandes obras, como “A Origem” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas” estão presentes. 


Nota


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