Crítica | Super Mario Galaxy: O Filme
- Gustavo Pestana

- há 1 dia
- 3 min de leitura
2026 | 1 h 38 min | Animação – Aventura – Comédia – Família – Fantasia
(Universal Pictures/Divulgação)
O Mario está de volta. Mas qual Mario? Aquele mesmo, encanador, baixinho, de bigode, que usa vermelho e protagonista de um dos maiores fenômenos da história dos videogames. Sim, o mesmo que conquistou seu primeiro grande sucesso nos cinemas em 2023 (porque, convenhamos, a adaptação de 1993 fica melhor esquecida).
Super Mario Galaxy: O Filme chega como uma continuação ambiciosa, expandindo o universo apresentado anteriormente e elevando ainda mais o carisma de personagens que atravessam gerações. Diferente do primeiro longa, que precisava estabelecer suas bases narrativas e apresentar esse mundo ao grande público, a sequência parte de um terreno já consolidado. O resultado é um ritmo muito mais acelerado, com foco total em ação, aventura e espetáculo visual.
Aqui, a narrativa não perde tempo com longas explicações. O filme assume que o espectador já conhece seus protagonistas e mergulha direto em uma jornada dinâmica pelas galáxias. Os novos personagens são introduzidos em meio ao caos e à diversão, com suas motivações reveladas de forma gradual. Essa abordagem marca uma ruptura clara em relação ao primeiro filme, priorizando a experiência acima da construção tradicional de roteiro.
(Universal Pictures/Divulgação)
Visualmente, o longa é um verdadeiro deleite. A animação impressiona pela qualidade e pela criatividade, transportando o público para cenários vibrantes e expansivos que capturam perfeitamente a essência dos jogos. As referências aos games são inúmeras, desde recriações de fases clássicas em 2D até uma infinidade de easter eggs espalhados ao longo da jornada. Mesmo quem não é tão familiarizado com a série Galaxy consegue identificar diversos elementos nostálgicos, enquanto os fãs mais dedicados encontrarão ainda mais camadas para explorar.
A franquia segue claramente direcionada ao público infantil, o que se reflete no ritmo acelerado e na prioridade dada à ação em detrimento de um desenvolvimento mais aprofundado dos personagens. Ainda assim, o filme não abandona completamente o público adulto, oferecendo momentos pontuais de humor e referências que garantem uma experiência divertida para diferentes faixas etárias.
Porém, é importante ajustar as expectativas: quem busca uma narrativa mais densa, com desenvolvimento complexo e construção de mundo detalhada, talvez não encontre aqui o que procura. Super Mario Galaxy: O Filme abraça sua proposta de entretenimento puro, priorizando diversão, ritmo e carisma. Personagens são utilizados de forma funcional à história, enquanto outros, que não se encaixam na nova abordagem, simplesmente ficam de fora, uma decisão que reforça o foco na fluidez da narrativa e me entristece um pouco, pois eu gostaria muito de ver mais do Donkey Kong.
(Universal Pictures/Divulgação)
Um dos grandes destaques fica por conta da dublagem brasileira, que mais uma vez entrega um trabalho impecável. Raphael Rossatto (Mario), Carina Eiras (Princesa Peach), Manolo Rey (Luigi), Marcio Dondi (Bowser), Eduardo Drummond (Toad), Charles Emmanuel (Bowser Jr.), Aline Ghezzi (Rosalina) e Felipe Drummond (Fox McCloud) elevam ainda mais o carisma dos personagens. As interpretações são tão marcantes que se tornam definitivas, a ponto de tornar-se quase impossível assistir ao filme no idioma original.
No fim das contas, Super Mario Galaxy: O Filme é mais empolgante, mais ágil e ainda mais divertido que seu antecessor. A intensidade das cenas de ação e o espírito de aventura constante tornam a experiência extremamente envolvente, especialmente para o público infantil, mas não só para ele. Ainda que falte um pouco mais de desenvolvimento narrativo para atingir um nível superior, o saldo continua extremamente positivo.
A diferença em relação ao primeiro filme é mínima na prática. Estamos diante de uma animação vibrante, carismática e repleta de energia, que reforça o sucesso da franquia nos cinemas e entrega exatamente aquilo que promete: diversão do começo ao fim, com grandes chances de fazer o público querer voltar para mais uma sessão.

















































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