Crítica | Zootopia 2
- Gustavo Pestana

- 15 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
2025 | 1 h 48 min | Animação – Ação – Aventura – Comédia – Policial – Família – Mistério
(Walt Disney Studios/Divulgação)
A nova continuação da Disney finalmente chegou aos cinemas e entrega uma história envolvente, capaz de conquistar tanto o público infantil quanto os adultos. Zootopia 2 carregava a responsabilidade de estar à altura de Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (2016) e, mesmo com o primeiro filme ainda se destacando pelo fator novidade e pela ausência de grandes expectativas na época, esta sequência prova que tem identidade própria e não fica devendo em nenhum aspecto.
O longa apresenta uma narrativa sólida, amplia de forma inteligente, universo, seus personagens e mantém o equilíbrio entre diversão, emoção e referências, marcas registradas do estilo Disney.
Na trama, acompanhamos Judy Hopps e Nick Wilde agora atuando oficialmente como dupla. O início do filme faz uma recapitulação ágil dos eventos do longa anterior e mostra o que aconteceu no intervalo até o momento atual, contextualizando a dinâmica da relação entre os dois e os desafios que enfrentam juntos. A partir daí, a história se desenvolve até a chegada de Gary, uma cobra cuja presença naquele ambiente não deveria acontecer. Esse elemento se torna o ponto central da narrativa, levantando debates relevantes sobre exclusão de minorias, apropriação territorial e abuso de poder. Além disso, o filme apresenta uma nova categoria de animais dentro desse universo: os répteis, o que torna o mundo de Zootopia ainda mais rico, diverso e interessante.
(Walt Disney Studios/Divulgação)
As situações que se desenrolam ao longo da trama são extremamente bem construídas e carregadas de humor. O roteiro acerta ao misturar com precisão momentos cômicos com cenas de tensão e seriedade, criando uma experiência que funciona para diferentes faixas etárias e públicos. A criança se encanta com a animação vibrante e o ritmo dinâmico, enquanto o adulto encontra camadas de complexidade que evitam a sensação de assistir apenas duas horas de algo sem propósito.
Essa mescla é tão bem executada que Zootopia 2 consegue abordar temas sociais importantes de forma simples, acessível e lúdica. Mesmo o público mais jovem consegue absorver parte da mensagem e aprender com a narrativa, sem que o filme soe didático ou se transforme em uma aula disfarçada de entretenimento.
O longa também amplia o uso de referências à cultura pop e ao próprio legado da Disney. São tantos detalhes espalhados pelas cenas que a vontade de reassistir ao filme pausando cada momento surge naturalmente, apenas para captar todas as referências. Entre elas, uma das mais divertidas é a clara alusão à Coca-Cola, com um urso polar saboreando uma garrafa bem gelada, um detalhe simples, mas cheio de significado visual e cultural, principalmente pelo período do ano que estamos.
(Walt Disney Studios/Divulgação)
Como era de se esperar, Zootopia 2 se firma como um excelente filme e faz jus ao sucesso que a franquia construiu ao longo dos anos. A produção reforça, mais uma vez, que a Disney domina como poucas a arte de entreter diferentes públicos ao mesmo tempo, sem abrir mão daquele toque especial que transforma boas animações em histórias memoráveis.
Um pequeno adendo. Ao final do filme temos uma sugestão de que teremos um terceiro filme desse universo, e dessa vez teremos uma nova categoria de animais, prometendo mais uma grande aventura que tem tudo para ser tão boa quando esse e o filme anterior.

















































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